segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Também sou do tempo em que... (segunda parte)

...Voto ainda era no papel
... pessoas sem noção escreviam em notas de dinheiro - lembram das desagradáveis correntes? "Quem pegar esta nota...."
... Linha amarela não constava no guia rex
... comprava-se em lojas como Sears e Mesbla
... De volta às aulas: lista de material era na Casa Mattos
... Karaokê era em disco de vinil - sim, usávamos o toca-discos - e a letra da música vinha na contra-capa.
... passávamos New Wave no cabelo e na pele para brilhar no carnaval 
... polícia andava em fusca (os bandidos eram mais travados?)
... placa de carro era amarela, e só tinha 2 letras.
... Vistoria era coisa do futuro (hoje só serve para encher o saco de quem anda na linha)
... comprar no cartão de crédito era uma lenha - tinha que procurar naquele bendito livro cheio de números para ser liberada a compra
... e cartão de débito (viva o inventor!) não existia. Era carão ou cheque mediante identidade, CPF, comprovante de residência, marca de roupas íntimas, etc.
... meninas que casavam virgens eram bem vistas. Hoje em dia preocupam.
... telefone público era de ficha (lembra disso?)
... desenho animado era feito quadro a quadro. Fora os que eram feitos com massinha.
... efeitos especiais no cinema se resumiam a gelo seco e montagens primitivas 
... caixas operavam máquinas registradoras - aquelas bem barulhentas - as bolsas eram de papel e as empacotadoras guardavam nelas as nossas compras.
... café era moído na hora nas padarias
... caneta era "apagada" com borracha azul - que a gente molhava na língua, e fatalmente fazia um furo no papel.


Nostalgia pura... e quem não gosta de lembrar??

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

 Gente, pelo amor de Deus... tem limite, né?... O país virou circo de vez... Só que os palhaços somos nós. Prestemos atenção ao nosso voto, pois é ele quem elege o sujeito que irá nos representar. Tem gente como o indivíduo aí abaixo que sequer sabe o que irá desempenhar se eleito.  Tem alguma coisa errada, não?....





































terça-feira, 14 de setembro de 2010

Sou do tempo em que…

 

Nostalgia___yoyo

… política era coisa séria

… mamadeira era de vidro

… Atari era video game

… mudar o Brasil era uma opção

… não existia telefone celular, e quem quisesse conseguia se esconder

… computador nem pensar, era muito caro e nem existia para fins domésticos

… Bill Gates era pobre (já foi um dia?)

… Tráfico de drogas era coisa incomum

… shopping era o Barra Shopping e olhe lá.

… criança assistia Bozo, Os Trapalhões e o que mais a censura permitisse

… Internet? Nem em sonho!

… Sacola de supermercado era de papel

… Garrafa de coca-cola era de vidro, e de 1 litro! Depois veio a Big Coke de 2 litros, de plástico

… Cherry Coke também era vendida no Brasil

… Lata de refrigerante e cerveja era de outro metal, que não o alumínio

… ainda se brincava na rua (de pique, bandeirinha, queimado, alerta etc.)

… os melhores brinquedos eram da Estrela

… desenho animado só passava de manhã e de tarde

… não existia tv a cabo

… bons compositores e boa música não estavam em extinção

… os meninos da escola usavam Kichute (se é assim que se escreve isso)

… as meninas brincavam de boneca até uns 13 anos (hoje “fazem” bonecas)

… se brincava de adedanha, vaca amarela, detetive, vítima e assassino na calçada de casa

… cinema ainda era na rua

… não havia aparelho de microondas

… o comércio não abria domingos e feriados

… a inflação não permitia que se comprasse nada a prazo

… não existia rodízio de pizza, e os de carne eram escassos

…  um lanche no Mc Donald´s não era tão caro

… sair à noite e voltar de madrugada ainda era possível

… muitos se esbaldavam na piscina Tonny em dias de verão

… se alugava fita de vídeo na locadora, e se não rebobinasse pagava multa

… se ouvia fita K7, muitas vezes com músicas gravadas do rádio

… se fazia festa americana

… as pessoas ainda tinham tempo para si próprias e para seus amigos

… as pessoas distantes se comunicavam por cartas

… foto era com filme de 12, 24  e 36 poses, e tinha que mandar revelar para saber como havia ficado. Se não queimassem.

… os filmes demoravam 1 ano para chegar à locadora e uns 3 anos para ir à televisão

… se mascava Ploc Gigante, Mentex e Bolete

… telefone era de disco, não de teclas

… Se brincava de Aquaplay, Ferrorama, Genius e por aí vai

… se vestia calça Lee

… se curtia Zambinos, Bala Boneco – essa deixou saudade – Mirabel, picolé da Gelatto, chocolate Kri e Lollo

… não ouvíamos CDs, e sim discos

… domingo era dia de Domingo no Parque, com Silvio Santos, e à noite show de calouros. E não era SBT, era TVS

… Faustão apresentava Perdidos na Noite

… se trocava tampinha de coca-cola por io-iô

E aí, a gente percebe que a idade vai chegando…. :D Mas o melhor de tudo é ter história para contar.

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terça-feira, 25 de maio de 2010

Da série conversas de padaria

Domingo pela manhã e mais uma vez os comentários bizarros registrados pelos meus sensíveis (demais) ouvidos. Não sei se é puro e simples mau humor ou estresse normal de uma criatura recem-saída de plantão.

Na fila do pão, como sempre, um senhor à minha frente deseja mortadela. “Que mortadela é essa?” “É Sadia, senhor” – responde a menina atrás do balcão. “É defumada?” Aí já pensei: tá ficando patológico. “Sim, é defumada”. “Então me vê 150g”. Ligeira pausa. “Bem fininha”. Mala… provavelmente a menina atrás do balcão compartilhou deste mesmo pensamento meu. Daí no que ela vai pegando a mortadela defumada Sadia bem fininha do cara (dá para ver através do vidro do balcão), ele interrompe “ESSA AÍ É A DEFUMADA?!” Ainda bem que aqui não se lêem pensamentos, porque se assim fosse eu provavelmente já teria apanhado de alguém. Por que o indivíduo não aponta o que quer e simplesmente diz “Eu quero essa”? Simples demais… tem que complicar, ou não tem graça. Será que é carência desse povo? Seja lá o que for, haja paciência…. aff…

terça-feira, 4 de maio de 2010

Crítica Gastronômica – Baby Beef

bonequinho 1

Domingo passado buscávamos eu e meu marido jantar em uma churrascaria que fosse boa, bonita e barata. Encontramos uma, que acabamos por descobrir posteriormente que possuía somente os dois últimos atributos. Assim adentramos a Baby beef, na Barra da Tijuca.

Sim, não há como negar: é bonita, estilosa, com esculturas em estilo greco-romano, e decoração clássica que se estende do lustre do salão até os toilets. Barata, em comparação aos estabelecimentos similares da Barra da Tijuca. Boa…? Nâo teria tanta convicção em responder.

Iniciou-se nossa observação logo na chegada: zero recepção. Ninguém para nos receber. Adentramos o recinto, qual penetras em festa alheia, até que no meio do caminho surge uma pessoa meio que apressada e pergunta ainda me movimento: “mesa pra dois?” Sim, mesa pra dois… e ficou a observação entreolhares: “meio desorganizado isso aqui, não?”

Era só o começo. Degustamos um filet mignon que de filet só tinha a textura… filet sabor cupim sem gordura. Era possível até sentir o gosto do amaciante. Nâo se discute que variedade há, mas ressalte-se o adendo de que eram variadas carnes com o mesmo sabor “espetinho de rua” Sei lá por que, todas com o mesmo sabor.

Carne vai, carne vem, e as guarnições? Mais ou menos quando nossos estômagos haviam atingido a metade da sua capacidade chegaram as guarnições solicitadas. Eu quis perguntar se a meia dúzia de palitos de batata fariam falta ao maitre, mas meu esposo não achou uma boa idéia; tive sorte de comer duas cebolas fritas (que eu adoro), porque meu marido se compadeceu e me ofereceu a dele. Sim, vieram duas rodelas de cebola: na hora eu ri e falei “uno per me, uno per te, va bene?? Mais uma vez: talvez fosse fazer falta.

Tá. Então, resta uma esperança: a sobremesa. Pedi um petit gateau, que amo de paixão; não fosse o sorvete daqueles aguados que vendem na promoção do extra, o gateau estaria muito bem acompanhado. Conclusão: nem a sobremesa salvou o jantar.

Claro que, para fechar com chave de ouro, coincidência ou não, levamos de brinde uma linda gatroenterite, que por obra do Divino não durou mais que 48 horas.

Primeira e última. O bonequinho plageado do cinema largou a poltrona para ir ao toillet…. :)

sábado, 17 de abril de 2010

Luto

Hoje, 17 de abril de 2010 é um dia triste em nossas vidas: D. Vera Lúcia, minha estimada sogra, desencarnou após sofrer uma grande cirurgia na tentativa de aliviar-lhe o sofrimento por um traumatismo craniano, causado por um acidente ontem pela manhã; ela descia do ônibus quando o motorista “não a viu”  e arrancou com o automóvel, provocando sua violenta queda e consequente trauma. Foi ainda consciente assitida por uma amiga que a acompanhava, sendo levada a uma clínica particular onde aguardou o neurocirurgião que somente à tarde responderia ao parecer de uma paciente gravíssima e urgente. Não bastasse a demora, tivemos como resposta que o procedimento (ratifico – uma EMERGÊNCIA) só seria realizado mediante um depósito de – pasmem - R$ 40.000. Amigos, salvar uma vida agora custa caro….

Vergonha para a classe médica. Só isso tenho a dizer. Comércio. Mesquinharia. Falta de ética. Crime!

A empresa de ônibus por sua vez em seu pouco caso e falta total de respeito ao ser humano, negou-se a arcar com as despesas médicas. Mesmo tendo sido o motorista reconhecido culpado pela queda. Humanidade? Zero. A advogada quando contactada fingiu ter o celular com pouco sinal, “não escutando, pois a ligação estava ruim”, e em seguida na segunda tentativa imediata de contato, desligou o aparelho.

Mau caratismo. Desumanidade. Direitos humanos?

Sem desistir, já às 18 horas, nos encaminhamos à Defensoria Pública, cujo luxoso prédio contrasta com a miséria dos nossos hospitais públicos. havia uma fila e ao abordarmos um funcionário do guichê de atendimento, mesmo estando meu marido sob lágrimas e desepero, alegando a questão ser urgentíssima, pois cada minuto seria precioso e poderia custar uma vida, ouvimos do sujeito a seguinte gentileza: “Todos os que estão aqui são urgentes, o senhor sente e aguarde”. Perguntei em alto tom se todos os que estavam ali estavam com a mãe morrendo no hospital. E assim graças a solidariedade dos que se compadeceram da situação, conseguimos prioridade no atendimento. Não pelo funcionário, pela pouca humanidade que ainda resta em alguns seres.

Estamos órfãos de justiça no mundo. Impunidade.

Finalmente às 21 horas conseguiu-se a remoção para o Hospital MIguel Couto, onde prontamente foi realizada uma segunda tomografia de crânio e em seguida uma cirurgia de aproximadamente 4 horas. Minha estimada sogra saiu com vida da cirurgia, porém às 1o da manhã seu organismo não mais resistiu às lesões causadas pelo violento trauma.

Fica aqui meu tom de protesto, sem qualquer clemência àqueles que merecem e serão punidos, seja pela justiça terrena seja pelas próprias consciências.  

Renata Dart.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Tempo, tempo, tempo….

Esperar é difícil… mas ainda é o remédio mais eficaz contra os males da alma, contra as dores e inquietações. O tempo cicatriza feridas, acalma os ânimos, traz de volta a paz e é um santo remédio contra tudo aquilo que faz doer. Tudo cura o tempo. Traz consigo a verdade, o real, o que realmente deve ser. Sábio é o tempo. Conhece os melhores caminhos, as melhores saídas e soluções. O tempo é a solução. Só mesmo o tempo. E só.