terça-feira, 14 de setembro de 2010

Sou do tempo em que…

 

Nostalgia___yoyo

… política era coisa séria

… mamadeira era de vidro

… Atari era video game

… mudar o Brasil era uma opção

… não existia telefone celular, e quem quisesse conseguia se esconder

… computador nem pensar, era muito caro e nem existia para fins domésticos

… Bill Gates era pobre (já foi um dia?)

… Tráfico de drogas era coisa incomum

… shopping era o Barra Shopping e olhe lá.

… criança assistia Bozo, Os Trapalhões e o que mais a censura permitisse

… Internet? Nem em sonho!

… Sacola de supermercado era de papel

… Garrafa de coca-cola era de vidro, e de 1 litro! Depois veio a Big Coke de 2 litros, de plástico

… Cherry Coke também era vendida no Brasil

… Lata de refrigerante e cerveja era de outro metal, que não o alumínio

… ainda se brincava na rua (de pique, bandeirinha, queimado, alerta etc.)

… os melhores brinquedos eram da Estrela

… desenho animado só passava de manhã e de tarde

… não existia tv a cabo

… bons compositores e boa música não estavam em extinção

… os meninos da escola usavam Kichute (se é assim que se escreve isso)

… as meninas brincavam de boneca até uns 13 anos (hoje “fazem” bonecas)

… se brincava de adedanha, vaca amarela, detetive, vítima e assassino na calçada de casa

… cinema ainda era na rua

… não havia aparelho de microondas

… o comércio não abria domingos e feriados

… a inflação não permitia que se comprasse nada a prazo

… não existia rodízio de pizza, e os de carne eram escassos

…  um lanche no Mc Donald´s não era tão caro

… sair à noite e voltar de madrugada ainda era possível

… muitos se esbaldavam na piscina Tonny em dias de verão

… se alugava fita de vídeo na locadora, e se não rebobinasse pagava multa

… se ouvia fita K7, muitas vezes com músicas gravadas do rádio

… se fazia festa americana

… as pessoas ainda tinham tempo para si próprias e para seus amigos

… as pessoas distantes se comunicavam por cartas

… foto era com filme de 12, 24  e 36 poses, e tinha que mandar revelar para saber como havia ficado. Se não queimassem.

… os filmes demoravam 1 ano para chegar à locadora e uns 3 anos para ir à televisão

… se mascava Ploc Gigante, Mentex e Bolete

… telefone era de disco, não de teclas

… Se brincava de Aquaplay, Ferrorama, Genius e por aí vai

… se vestia calça Lee

… se curtia Zambinos, Bala Boneco – essa deixou saudade – Mirabel, picolé da Gelatto, chocolate Kri e Lollo

… não ouvíamos CDs, e sim discos

… domingo era dia de Domingo no Parque, com Silvio Santos, e à noite show de calouros. E não era SBT, era TVS

… Faustão apresentava Perdidos na Noite

… se trocava tampinha de coca-cola por io-iô

E aí, a gente percebe que a idade vai chegando…. :D Mas o melhor de tudo é ter história para contar.

 1183352356_ilustra_nostalgia

terça-feira, 25 de maio de 2010

Da série conversas de padaria

Domingo pela manhã e mais uma vez os comentários bizarros registrados pelos meus sensíveis (demais) ouvidos. Não sei se é puro e simples mau humor ou estresse normal de uma criatura recem-saída de plantão.

Na fila do pão, como sempre, um senhor à minha frente deseja mortadela. “Que mortadela é essa?” “É Sadia, senhor” – responde a menina atrás do balcão. “É defumada?” Aí já pensei: tá ficando patológico. “Sim, é defumada”. “Então me vê 150g”. Ligeira pausa. “Bem fininha”. Mala… provavelmente a menina atrás do balcão compartilhou deste mesmo pensamento meu. Daí no que ela vai pegando a mortadela defumada Sadia bem fininha do cara (dá para ver através do vidro do balcão), ele interrompe “ESSA AÍ É A DEFUMADA?!” Ainda bem que aqui não se lêem pensamentos, porque se assim fosse eu provavelmente já teria apanhado de alguém. Por que o indivíduo não aponta o que quer e simplesmente diz “Eu quero essa”? Simples demais… tem que complicar, ou não tem graça. Será que é carência desse povo? Seja lá o que for, haja paciência…. aff…

terça-feira, 4 de maio de 2010

Crítica Gastronômica – Baby Beef

bonequinho 1

Domingo passado buscávamos eu e meu marido jantar em uma churrascaria que fosse boa, bonita e barata. Encontramos uma, que acabamos por descobrir posteriormente que possuía somente os dois últimos atributos. Assim adentramos a Baby beef, na Barra da Tijuca.

Sim, não há como negar: é bonita, estilosa, com esculturas em estilo greco-romano, e decoração clássica que se estende do lustre do salão até os toilets. Barata, em comparação aos estabelecimentos similares da Barra da Tijuca. Boa…? Nâo teria tanta convicção em responder.

Iniciou-se nossa observação logo na chegada: zero recepção. Ninguém para nos receber. Adentramos o recinto, qual penetras em festa alheia, até que no meio do caminho surge uma pessoa meio que apressada e pergunta ainda me movimento: “mesa pra dois?” Sim, mesa pra dois… e ficou a observação entreolhares: “meio desorganizado isso aqui, não?”

Era só o começo. Degustamos um filet mignon que de filet só tinha a textura… filet sabor cupim sem gordura. Era possível até sentir o gosto do amaciante. Nâo se discute que variedade há, mas ressalte-se o adendo de que eram variadas carnes com o mesmo sabor “espetinho de rua” Sei lá por que, todas com o mesmo sabor.

Carne vai, carne vem, e as guarnições? Mais ou menos quando nossos estômagos haviam atingido a metade da sua capacidade chegaram as guarnições solicitadas. Eu quis perguntar se a meia dúzia de palitos de batata fariam falta ao maitre, mas meu esposo não achou uma boa idéia; tive sorte de comer duas cebolas fritas (que eu adoro), porque meu marido se compadeceu e me ofereceu a dele. Sim, vieram duas rodelas de cebola: na hora eu ri e falei “uno per me, uno per te, va bene?? Mais uma vez: talvez fosse fazer falta.

Tá. Então, resta uma esperança: a sobremesa. Pedi um petit gateau, que amo de paixão; não fosse o sorvete daqueles aguados que vendem na promoção do extra, o gateau estaria muito bem acompanhado. Conclusão: nem a sobremesa salvou o jantar.

Claro que, para fechar com chave de ouro, coincidência ou não, levamos de brinde uma linda gatroenterite, que por obra do Divino não durou mais que 48 horas.

Primeira e última. O bonequinho plageado do cinema largou a poltrona para ir ao toillet…. :)

sábado, 17 de abril de 2010

Luto

Hoje, 17 de abril de 2010 é um dia triste em nossas vidas: D. Vera Lúcia, minha estimada sogra, desencarnou após sofrer uma grande cirurgia na tentativa de aliviar-lhe o sofrimento por um traumatismo craniano, causado por um acidente ontem pela manhã; ela descia do ônibus quando o motorista “não a viu”  e arrancou com o automóvel, provocando sua violenta queda e consequente trauma. Foi ainda consciente assitida por uma amiga que a acompanhava, sendo levada a uma clínica particular onde aguardou o neurocirurgião que somente à tarde responderia ao parecer de uma paciente gravíssima e urgente. Não bastasse a demora, tivemos como resposta que o procedimento (ratifico – uma EMERGÊNCIA) só seria realizado mediante um depósito de – pasmem - R$ 40.000. Amigos, salvar uma vida agora custa caro….

Vergonha para a classe médica. Só isso tenho a dizer. Comércio. Mesquinharia. Falta de ética. Crime!

A empresa de ônibus por sua vez em seu pouco caso e falta total de respeito ao ser humano, negou-se a arcar com as despesas médicas. Mesmo tendo sido o motorista reconhecido culpado pela queda. Humanidade? Zero. A advogada quando contactada fingiu ter o celular com pouco sinal, “não escutando, pois a ligação estava ruim”, e em seguida na segunda tentativa imediata de contato, desligou o aparelho.

Mau caratismo. Desumanidade. Direitos humanos?

Sem desistir, já às 18 horas, nos encaminhamos à Defensoria Pública, cujo luxoso prédio contrasta com a miséria dos nossos hospitais públicos. havia uma fila e ao abordarmos um funcionário do guichê de atendimento, mesmo estando meu marido sob lágrimas e desepero, alegando a questão ser urgentíssima, pois cada minuto seria precioso e poderia custar uma vida, ouvimos do sujeito a seguinte gentileza: “Todos os que estão aqui são urgentes, o senhor sente e aguarde”. Perguntei em alto tom se todos os que estavam ali estavam com a mãe morrendo no hospital. E assim graças a solidariedade dos que se compadeceram da situação, conseguimos prioridade no atendimento. Não pelo funcionário, pela pouca humanidade que ainda resta em alguns seres.

Estamos órfãos de justiça no mundo. Impunidade.

Finalmente às 21 horas conseguiu-se a remoção para o Hospital MIguel Couto, onde prontamente foi realizada uma segunda tomografia de crânio e em seguida uma cirurgia de aproximadamente 4 horas. Minha estimada sogra saiu com vida da cirurgia, porém às 1o da manhã seu organismo não mais resistiu às lesões causadas pelo violento trauma.

Fica aqui meu tom de protesto, sem qualquer clemência àqueles que merecem e serão punidos, seja pela justiça terrena seja pelas próprias consciências.  

Renata Dart.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Tempo, tempo, tempo….

Esperar é difícil… mas ainda é o remédio mais eficaz contra os males da alma, contra as dores e inquietações. O tempo cicatriza feridas, acalma os ânimos, traz de volta a paz e é um santo remédio contra tudo aquilo que faz doer. Tudo cura o tempo. Traz consigo a verdade, o real, o que realmente deve ser. Sábio é o tempo. Conhece os melhores caminhos, as melhores saídas e soluções. O tempo é a solução. Só mesmo o tempo. E só.

terça-feira, 9 de março de 2010

Pessoas sem noção

Dia desses estava a minha pessoa exausta, recém-saída de um plantão de 24 horas "daqueles", onde 2 horas de sono são uma dádiva. Era domingo de manhã, fui à padaria próximo a minha casa quando me deparo com uma indigesta e interminável fila para o pão. Sabem que pão de padaria leva sempre 5 minutinhos para sair.... e que o relógio do padeiro corre sempre diferente do nosso. Eis que surge uma mulher fisicamente esquisita e psicologicamente afetada, se dirigindo sem mais nem menos à minha pessoa exausta, perguntando se "o Serginho é ou não é"... Serginho? De quem se trata? Quem é esse infeliz nessa altura do campeonato? E o que eu tenho com a preferência sexual do cara? "É o Serginho do Big Brother"... Ahhhhhh...... do Big Brother..... Não assisto isso não, minha senhora. E nisso meu telefone felizmente toca. Tentei extender o assunto até onde pude, quando desliguei pensei aliviada (e iludida): "ela vai me deixar em paz..." "Sabe, ontem eu comprei pão Plus Vita, mas meu filho comeu tudo... hoje tive que vir à padaria, porque não tinha mais nada..." Maldito seja esse infeliz que fez a mãe sair de casa para ir comprar pão e de quebra perturbar a pobre coitada que estava chegando do trabalho às 8 da manhã de domingo... vai morrer de gases o dia inteiro de tanto pão... E ela continuou: "Homem  não gosta de fila, né? Meu marido nunca ficaria aqui, ele entra no mercado, vê a fila e vai embora..." Pensei com meus botões: Sou homem...
Não satisfeita, a possuída pelo demônio tornou a falar: "Vc mora por aqui? Lá perto de casa tem uma padaria, mas não gosto de lá, prefiro vir andando até aqui..." Definitivamente é uma enviada das trevas que veio com o objetivo nefasto de testar até onde vai minha paciência. Daquele tipo de pessoa que vc só concorda, sabe? è... é verdade.... ahammm.... e na sua mente: cara, não poderiam passar por aqui uns ETs que abduzissem esse ser e a deixassem no limbo? Putz, que mulher dos infernos...
Quando após longos 5+5+5+5 minutos o pão chegou, essa criatura que estava na minha frente na fila me pede 17 pães... 17?? Acabaram-se os pães...
Mais 5 minutinhos.....

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Fala sério...




Essa tem os créditos de um doutor amigo meu, cardiologista pediatra atuante em um serviço de emergência da rede privada.
Conta meu amigo que atendeu uma criança com quadro de dor abdominal aguda, filho de mãe "ex-médica". Ex-médica? Sim, por obra divina essa criatura largou a profissão faz 7 anos. A determinada altura do atendimento, a ilustre ex-colega (mais uma vez, comemoremos o "ex") soltou a seguinte pérola: "Doutor, tem um coleguinha dele na escola com a mesma dor, e ele teve apendicite; será que ele PEGOU??"
Como assim???
Bom, o fato é que no momento em que esta pessoa resolveu adotar o "ex" na frente do título recebido pelo diploma, fez um imenso bem à humanidade. Teve bom senso. Deus existe.